terça-feira, 3 de março de 2015

Sobre os instantes nunca cessam

Foram as Condições
Foram as Circunstâncias
Foram os Instantes
Foram Todos
Foram Embora

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Silêncio

E então converso com meu cérebro
      talvez assim ele pare de falar
e eu possa finalmente dormir.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Para que e por quê

Parafraseando Marc Block, não há um historiador que durante seu percurso não seja confrontado com a pergunta "Para que serve a História?". Me aterei a não fugir do óbvio e arriscando a errar completamente, respondo que serve para gerar conhecimento sobre o tempo e as pessoas que nele vivem. Mas nego dizer que ela possui uma utilidade prática, não há objetivos que justifiquem isso e proponho seguir o contrário de um formula pragmática, pois a História não deve deixar de apontar aquilo difícil, quase impossível, de ser transpassado, deve caminhar por vias que prefiramos ignorar, talvez pelas dificuldades de explicar tais questões ou por desacreditar encontrar algo no percurso menos prestigiado e longo. Faremos como propõem Darnton, ao nos depararmos com uma situação que não possuímos nenhuma identificação, saibamos que ali encontramos um mundo novo de significantes passível de ser estudado e compreendido, e acrescento, um mundo aflito por compreensão. Texto incompleto...


Para que eu possa guiar meus estudos e compreensões.


Ignorem as contradições no texto, a praticidade da História que nego é aquela que a transforma numa ferramenta de resultados prontos e imutáveis, sendo assim a utilidade que lhe atribuo não percorre esses termos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Protocólo "Caminhando até Estígia" iniciado

Loucura, minha inestimada
seja, para agora e sempre, minha aliada
preciso resgatar meu cérebro
e não tenho em mente aonde o perdi.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A batalha enfadonha pelo caos

O que faz da minha poética tão enfadonha?
Como solver um problema tão próprio e cheio de eus?
Como se desfazer de mim?
É uma batalha que travo em meu cérebro cansado e com sono,
e usando o velho truque o tempo todo.
Faço minha mente lutar contra ela mesma,
até que ela perca toda sua forma
e vença todo o peso do mundo.
Até ela se tornar como eu
e o chato seja interessante.
tal como um paradoxo de mim mesmo


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Divisão de tempos

O que somos senão pedaços de tempo, lapsos de memória e lembranças construídas?



Estou retornando as atividades aqui. Dois anos depois.
Não porque não haviam motivos e temas para serem escritos, houveram motivos perfeitos e motivos ruins, porém no meio de tantos fatos, perdi traços essenciais de minha personalidade.
 

É como se desde 2005 eu estivesse numa batalha e oscilando o tempo todo.
Uma hora a mente fica exausta e o acúmulo de estresse colhe seus frutos.


É uma volta para o bem.
Porque senti falta de escrever,
Porque serei sempre um homem de seu tempo.
Porque, simplesmente, não posso negar minha condição de Historiador.



Um verso, enfadonho, sobre o tempo e de praxe.

Quanto mais você corre,
mais rápido o presente avança,
mais cedo o futuro chega,
tão cedo o futuro vai.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Você

Eu não vou esquece-la. Você faz parte de minha consciência. Criticando, aconselhando ou me protegendo, mas não como um corpo estranho em minha mente. Você faz parte de mim.

sábado, 5 de novembro de 2011

Voando, espero errar o chão dessa vez


O Guia do Mochileiro das Galáxias diz o seguinte a respeito de voar:
Há toda uma arte, ele diz, ou melhor, um jeitinho para voar. O jeitinho consiste em aprender como se jogar no chão e errar.

Encontre um belo dia, ele sugere, e experimente. A primeira parte é fácil. Ela requer apenas a habilidade de se jogar para a frente, com todo seu peso, e o desprendimento para não se preocupar com o fato de que vai doer. Ou melhor, vai doer se você deixar de errar o chão. Muitas pessoas deixam de errar o chão e, se estiverem praticando da forma correta, o mais provável é que vão deixar de errar com muita força. Claramente é o segundo ponto, que diz respeito a errar, que representa a maior dificuldade.

Um dos problemas é que você precisa errar o chão acidentalmente. Não adianta tentar errar o chão de forma deliberada, porque você não irá conseguir. É preciso que sua atenção seja subitamente desviada por outra coisa quando você está a meio caminho, de forma que você não pense mais a respeito de estar caindo, ou a respeito do chão, ou sobre o quanto isso tudo irá doer se você deixar de errar.

É reconhecidamente difícil remover sua atenção dessas três coisas durante a fração de segundo que você tem à sua disposição. O que explica por que muitas pessoas fracassam, bem como a eventual desilusão com esse esporte divertido e espetacular.
Contudo, se você tiver a sorte de ficar completamente distraído no momento crucial por, digamos, lindas pernas (tentáculos, pseudópodos, de acordo com o filo e/ou inclinação pessoal) ou por uma bomba explodindo por perto, ou por notar subitamente uma espécie muito rara de besouro subindo num galho próximo, então, em sua perplexidade, você irá errar o chão completamente e ficará flutuando a poucos centímetros dele, de uma forma que irá parecer ligeiramente tola.

Esse é o momento para uma sublime e delicada concentração. Balance e flutue, flutue e balance.
Ignore todas as considerações a respeito de seu próprio peso e simplesmente deixe- se flutuar mais alto. Não ouça nada que possam dizer nesse momento porque dificilmente seria algo de útil.

Provavelmente dirão algo como: "Meu Deus, você não pode estar voando!" É de vital importância que você não acredite nisso: do contrário, subitamente estará certo.


ADAMS, Douglas. A vida, o universo e tudo mais.


Não costumo postar texto que não são meus, e serei um mau acadêmico e não colocarei a referencia completa, mas em fim. o Douglas Adams sempre sabe como nos aconselhar e eu que tenho falado bastante em voar de uma forma tão pessimista e bem longe dessa forma elegante e divertida como ele o faz, agora posso me sentir bem e novo para tentar novamente.